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O que é atum
Atum é o nome comum de várias espécies do gênero Thunnus e de outros peixes próximos da família Scombridae. São peixes de nado rápido, migratórios, encontrados em oceanos tropicais e subtropicais em todo o mundo.
No Brasil, o atum mais comum nas latas é o listrado (Katsuwonus pelamis), também chamado de bonito do mar. É menor e tem carne mais avermelhada que o famoso atum-rabilho (Thunnus thynnus), que aparece em sushis e em cortes premium de peixaria. A maior parte do atum em conserva vendido no mercado brasileiro é listrado — e é exatamente ele que vem na lata de R$ 5 que todo mundo tem no armário.
Fresco, aparece em peixarias de cidades litorâneas e em mercados maiores. A carne é densa, de cor rosada a vermelho intenso dependendo da espécie, e tem sabor marcante. Peixe raro de se desperdiçar num preparo mal executado.
Em conserva, o atum se tornou um dos ingredientes mais democratizados da cozinha brasileira: proteína acessível, prateleira longa, preparo zero. Quem levanta a mão que tem pelo menos uma lata no armário agora — exato.
Valor nutricional do atum
Atum é proteico de verdade. Por 100g de atum em água (drenado), os valores aproximados são:
- 130 kcal
- 26g de proteína
- 3g de gordura — majoritariamente insaturada, rica em ômega-3
- Menos de 1g de carboidrato
- 350–600mg de EPA e DHA (ômega-3 de cadeia longa)
O ômega-3 do atum é EPA e DHA — de cadeia longa. É diferente do ALA presente em chia e linhaça: o ALA precisa ser convertido pelo organismo em EPA e DHA, com eficiência baixa. No atum, a cadeia já está pronta para uso direto.
Uma lata padrão de 170g (peso drenado aproximado de 120g) entrega cerca de 30g de proteína. Para comparação: um ovo grande tem 6g de proteína. A lata inteira de atum equivale a cinco ovos em proteína, com custo que costuma ser menor.
Atum também é uma boa fonte de selênio, vitamina B12, niacina e fósforo. Não é um alimento completo sozinho, mas como parte de uma alimentação variada — no arroz, na salada, no macarrão — entrega nutrição real sem trabalho.
Se você procura alimentos ricos em proteínas de baixo custo, atum em lata é difícil de bater.
Fresco ou em lata: qual escolher
A resposta depende do que você vai fazer com ele — e de onde você mora.
Fresco tem textura superior: firme, com uma mastigação que a lata não reproduz. Permite preparos que a conserva não permite — tataki, grelhado raro, crudo, sashimi. O sabor é mais limpo e menos salgado. Mas não está disponível em todo supermercado, tem validade de 1 a 2 dias na geladeira e custa significativamente mais por quilo.
Em lata é a realidade de praticamente toda cozinha brasileira. Pronto para consumo, dura 2 a 3 anos na despensa, disponível em qualquer mercado. Entra direto no arroz, na salada, no macarrão, no sanduíche. Menos glamoroso que o fresco, mas é o que funciona toda semana.
Se você mora perto de uma peixaria com bom fornecimento e quer fazer um preparo específico onde a textura importa: fresco vale. Para a rotina semanal, a lata é o ingrediente certo — e faz sentido manter estoque na despensa.
Uma variação que poucos conhecem: o atum em sachê. Mesmo produto da lata, mas em embalagem de plástico selado. Tende a ter textura um pouco mais firme que a lata equivalente, é mais leve pra carregar e não precisa de abridor. Cada vez mais disponível no mercado brasileiro.

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Em óleo ou em água: a diferença real
A maioria das pessoas tem preferência. Poucos sabem exatamente o que muda entre os dois formatos.
Atum em água
Mais seco, textura mais firme, menos calorias. Por 100g drenado, tem cerca de 130 kcal. Absorve melhor temperos e molhos — o tomate, o limão, o azeite, a maionese entram com mais intensidade porque o atum não vem pré-gorduroso. É o mais versátil para receitas, especialmente quando você vai temperar depois.
Atum em óleo
Mais úmido, textura mais macia, sabor mais rico logo de saída. Por 100g drenado, tem entre 180 e 200 kcal dependendo do óleo. O tipo de óleo faz diferença real: atum em azeite de oliva tem sabor notavelmente melhor que atum em óleo de soja. Se vai comer simples — direto no pão ou com arroz e sal — o em azeite compensa a diferença de custo.
A escolha prática: se vai temperar muito (pasta de atum, salada com molho, mistura), o em água é mais versátil. Se vai comer com pouco preparo, o em azeite tem sabor que não precisa de ajuda.
Uma coisa que todo mundo aprende em algum momento: escorra sempre. Especialmente o em óleo. O excesso de líquido de conserva descaracteriza qualquer preparo — macarrão aguado, salada encharcada. Drenagem completa é o passo que faz diferença antes de qualquer receita.
Sólido ou ralado: o que muda na prática
Essa distinção é menos intuitiva do que parece — e faz diferença real dependendo do que você vai fazer.
Sólido (ao natural)
São pedaços maiores, geralmente lombos ou postas. A textura é firme, os pedaços aparecem no prato. Uma lata de 60g de sólido drenado entrega aproximadamente 17g de proteína. É o formato ideal para saladas onde você quer que o atum apareça, para macarrão com pedaços inteiros e para pratos onde a textura faz parte da proposta.
Ralado (desfiado)
Migalhas de atum com textura fina e homogênea. A mesma lata de 60g tem aproximadamente 14g de proteína — levemente menos porque o processo deixa mais resíduos na embalagem. É o formato ideal para patê, recheio de torta, pasta de atum e misturas onde você quer homogeneidade, não pedaços.
São produtos diferentes com usos diferentes. Não tem um "melhor" — tem o certo pro que você vai fazer. Comprar sólido quando a receita pede ralado resulta em pedaços que atrapalham a textura. O contrário resulta num prato sem aquela mordida que o sólido entrega.
Se você mantém atum na lista de compras com frequência, vale ter os dois formatos. A rotatividade justifica o estoque.
Como usar atum na cozinha
Atum em lata é um dos ingredientes mais subestimados da despensa. Entra em mais pratos do que a maioria das pessoas usa — e não precisa de muito preparo pra funcionar.
No arroz e no macarrão
A combinação clássica. Atum com azeite, alho e limão no macarrão leva 10 minutos e usa ingredientes que todo mundo tem. Com arroz, funciona como proteína fácil no almoço de semana. O sólido tem melhor resultado aqui — os pedaços aparecem e dão estrutura ao prato.
Em saladas
Com folhas, tomate, ovos cozidos e azeitona, vira uma refeição completa sem cozinhar nada. O atum em água absorve melhor o tempero da salada. Uma lista básica de compras com esses ingredientes resolve o almoço de vários dias.
Em patê e pasta
Atum ralado com cream cheese, ricota ou requeijão forma uma pasta versátil para pão e biscoito. Com cebola, salsinha e limão, fica um aperitivo sem trabalho. Tempere no fim e prove antes de salgar — o atum em conserva já tem sódio.
Em torta e quiche
Clássico da cozinha caseira brasileira. Atum com cebola, azeitona e tomate é um dos recheios mais simples de preparar — e que some mais rápido da mesa. Funciona tanto em torta assada quanto em versões de liquidificador.
Grelhado (fresco)
Se conseguiu atum fresco, corte em medalhão de 2cm de espessura. Tempere com sal, pimenta e azeite. Frigideira bem quente, 1 a 2 minutos de cada lado. O centro deve ficar róseo — atum bem passado perde textura e sabor. É um preparo rápido que impressiona mais do que a maioria dos peixes em tempo equivalente.
E veja bem: o atum não é o único peixe que funciona assim. A cavala, menos conhecida e geralmente mais barata, tem preparo similar e um perfil nutricional competitivo.
A cozinha não devia te custar tanta cabeça. O Mise resolve.
Comece grátis →Atum e mercúrio: quantas vezes por semana
Essa é a pergunta que muita gente tem e poucos fazem em voz alta.
Atum concentra mercúrio porque é um predador que se alimenta de peixes menores ao longo da vida. O mercúrio acumula na cadeia alimentar — quanto maior e mais velho o peixe, mais concentrado. O atum-rabilho (Thunnus thynnus), que aparece em sushi premium, tem concentração bem maior que o listrado das latas.
O listrado (Katsuwonus pelamis), o bonito do mar das conservas brasileiras, tem ciclo de vida mais curto e concentração significativamente menor de mercúrio. É o formato mais seguro para consumo regular.
A ANVISA recomenda que adultos saudáveis não excedam 2 a 3 porções de atum por semana. Uma porção é uma lata padrão — 85 a 170g de produto drenado, dependendo da embalagem.
Para a maioria das pessoas — adultos saudáveis que comem atum como parte de uma dieta variada — esse limite é fácil de respeitar. Quem precisa ter mais cuidado: gestantes, mulheres que planejam engravidar e crianças pequenas. Nesses casos, vale consultar orientação médica.
Comer atum três vezes por semana dentro do limite de porção é diferente de comer atum todos os dias em quantidades grandes. O problema não é o atum em si — é o acúmulo sem variedade.
Perguntas frequentes sobre atum
Quantas latas de atum posso comer por semana?
A ANVISA recomenda até 2 a 3 porções por semana para adultos saudáveis. Uma porção é uma lata padrão (85 a 170g drenado). O atum listrado das latas brasileiras tem menor concentração de mercúrio que o rabilho. Gestantes e crianças devem consultar orientação médica antes de consumo frequente.
Atum tem ômega-3 de verdade?
Sim. O ômega-3 do atum é EPA e DHA — de cadeia longa, diferente do ALA de chia e linhaça. Uma lata padrão entrega entre 350 e 600mg de EPA+DHA, quantidade relevante para consumo cotidiano. Esse tipo de ômega-3 é absorvido diretamente pelo organismo, sem conversão.
Atum sólido ou ralado: qual é melhor?
Depende do uso. Sólido tem pedaços maiores e textura firme — melhor para saladas e macarrão. Ralado é homogêneo — melhor para patês, recheios e misturas. Não tem um superior: tem o certo para o que você vai fazer.
Atum em óleo ou em água: qual é mais saudável?
Em água tem menos calorias (cerca de 130 kcal/100g drenado, contra 180–200 no em óleo) e absorve melhor temperos. O em óleo, especialmente em azeite, tem sabor mais rico. A diferença nutricional está nas calorias do óleo. Nos dois casos, escorra bem antes de usar.
Dá para congelar atum fresco em casa?
Dá. Atum fresco congela bem por até 3 meses. Embale por porção, retire o ar e leve ao freezer. Descongele na geladeira — nunca na bancada. A textura fica levemente mais mole após o congelamento, mas funciona bem em preparos cozidos.
Atum engorda?
Atum em água tem 130 kcal/100g — proteico e com baixo teor de gordura. O em óleo tem mais calorias pelo óleo de conserva. O que costuma engordar não é o atum, mas o acompanhamento — o macarrão, o pão, a maionese. Como proteína principal, é uma das opções mais eficientes em custo-benefício nutricional.
Se tem atum na despensa, tem jantar.
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